Correr com eficiência

Correr, correr e correr mais para progredir e ir sempre mais longe faz parte do dia a dia de muitos corredores.

A corrida é um esporte traumático para o corpo e o organismo. Por isso, é necessário saber correr com eficiência para evitar ficar "no vermelho" e, assim, não ter energia suficiente no dia seguinte ou no outro para continuar com um novo treino.

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Para isso, o essencial na corrida é correr com eficiência!

O que isso significa? Como fazer?

Correr de forma dita eficiente significa simplesmente correr em um ritmo de esforço elevado com o menor desperdício possível de energia. Conseguir correr a uma determinada velocidade, por exemplo para alcançar um tempo pessoal, e com o menor esforço possível é, no fim das contas, o que todo corredor, de qualquer nível, mais deseja. Todo corredor busca prazer no treino, em uma competição, em uma saída de domingo. E, para isso, correr sem sentir cansaço real, dor e, enfim, sem precisar arrastar a "pata" é possível! Mas ainda é preciso saber como fazer.

Há 3 pontos essenciais a trabalhar na corrida para ser o mais eficiente possível:

Tipo de contato com o solo: Evite apoiar o pé no chão à frente do centro de gravidade (que corresponde a 57% da altura do corpo nos homens e 53% nas mulheres, medida a partir do chão). Assim, por exemplo, para um homem de 1,80 m, o centro de gravidade fica a 1,02 m quando está de pé, ou seja, mais ou menos na altura do umbigo. Não importa se a pisada é de calcanhar ou de antepé: a posição desse contato em relação ao resto do corpo tem um papel enorme na determinação do peso do impacto e das forças de frenagem resultantes. Uma boa regra prática quanto à passada é buscar o alinhamento do joelho e do tornozelo no contato inicial. O ideal é que o joelho se flexione diretamente acima do tornozelo no contato inicial. Se o corredor estiver sobrecarregado, o tornozelo será visto à frente do joelho.

Tipo de postura: A vida de hoje (ainda mais neste período especial de Covid, em que o teletrabalho é cada vez mais pedido) nos leva a permanecer sentados na maior parte do tempo. Atrás de uma mesa, com as costas curvas, os ombros arredondados e os quadris dobrados. Ao manter esse tipo de posição, os flexores do quadril e outros músculos anteriores ficam curtos e tensos, enquanto os glúteos e outros músculos posteriores ficam fracos e pouco ativos. Infelizmente, essa é a postura que adotamos ao correr, e isso se torna um problema, pois precisamos manter uma postura reta, alta e alongada para correr com eficiência. Portanto, é essencial trabalhar a mobilidade do corpo (sobretudo nos flexores do quadril) para neutralizar ao máximo os efeitos negativos das posições sentadas.

Foto Dreamstime

Rotação do tronco: O objetivo da corrida é ir do ponto A ao ponto B da forma mais linear possível. Embora o corpo humano seja feito de movimentos que exigem muitas rotações nas articulações, o movimento final do corpo deve se basear em uma progressão para a frente. Se isso não for respeitado, se forem visíveis movimentos de balanço (muitas vezes da direita para a esquerda no tronco), custa energia controlá-los e estabilizá-los. No fim, é uma grande ineficiência!

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Cadência: Correr com a técnica de corrida adequada reduz significativamente o risco de lesões. Um dos erros comuns dos corredores é correr em um ritmo lento demais, o que faz com que o pé seja colocado à frente do centro de gravidade, sobrecarregando as articulações. Para evitar isso, é necessário dar passos mais rápidos e, portanto, mais curtos. Claro, essa mudança não pode ser feita de forma drástica. O progresso virá ao longo das semanas, durante as quais o corpo precisará de tempo para se adaptar, pensando nisso no início e até que se torne um hábito.

Crédito da foto: @herbert_kapfinger

Conclusão

Uma postura incorreta ou um contato do pé com o solo mal posicionado acabará causando dor ou perda desnecessária de energia. Portanto, quer se queira correr por simples prazer, quer para acrescentar desempenho, é preciso ter em mente que o objetivo é correr com eficiência.

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