Não é interessante descobrir a própria "forma" ao correr? Para mim, isso é essencial para melhorar certos pontos. E, para isso, nem é preciso ir a um laboratório.
Há duas maneiras possíveis de fazer isso:
- Quem está sozinho pode fazer a avaliação diante do espelho do banheiro ou em uma esteira diante de um espelho grande. (Nas academias, isso costuma estar disponível).
- Quem está acompanhado não deve hesitar em pedir que a outra pessoa filme a corrida (em piso plano ou em uma esteira).
O que realmente se deve observar em uma primeira avaliação?
Posição da cabeça:

Ela deve ficar em posição relaxada, ou seja, sem balançar para os lados e/ou sem olhar demais para cima ou para baixo. Um mau posicionamento pode causar muitas perturbações no restante do corpo durante a corrida. O olhar deve estar voltado para longe, à frente (20/30 m).
Posição dos ombros:

Os ombros devem estar o mais relaxados possível, para evitar que se encostem nas orelhas, sobretudo quando a fadiga começa a ser sentida após alguns quilômetros.
Posição da parte superior do corpo:

Para ajudar a imaginar a posição corporal perfeita, os especialistas costumam citar um pequeno boneco com um fio preso à cabeça. Essa imagem permite crescer e manter-se alto sobre os pés. Como o objetivo na corrida é avançar, o peito deve ainda assim ficar ligeiramente inclinado para a frente (sem curvar as costas).
Movimento dos braços:

Os braços devem estar o mais relaxados possível, com um ângulo de cotovelo em torno de 90°. Quanto mais fluido for o movimento dos braços, mais fluido será o movimento das pernas.
Ciclo da perna de trás:

Embora isso dependa sobretudo da velocidade de corrida, é importante notar que, quanto mais alto a perna de trás sobe sob o glúteo, mais alto ela também poderá retornar em um ciclo frontal elevado e permitir um apoio do pé próximo ao centro de massa (linha que vai do umbigo ao chão).
Pisada da perna da frente:

A pisada é um grande debate na biomecânica da corrida: pisar com o calcanhar é bom ou ruim? Pessoalmente, acredito de verdade que não importa como o pé aterrissa (calcanhar, meio do pé ou ponta), mas ele deve ficar sob o centro de massa. Se não for o caso, pode haver dor, e é nessa situação que é preciso trabalhar.
Conclusão:
Este artigo bem curto permite compreender as primeiras observações sobre o ritmo e a postura ao correr. Ele não substitui um profissional de saúde, e não se deve hesitar em procurar um treinador. Ele poderá orientar de forma personalizada se houver pequenos pontos a trabalhar para evitar lesões e aumentar o desempenho.